O presidente regional do PMDB, Anthony Garotinho, disse nesta segunda-feira, em um evento organizado pelo seu partido em solidariedade a ele e a sua mulher, Rosinha Matheus, que está inconformado com a não materialidade das acusações feitas no inquérito da Operação Segurança Pública S/A. Segundo Garotinho, a Polícia Federal não pode ser política.
"Quero agradecer o apoio (dos correligionários) e cobrar dos nossos companheiros em Brasília, que esse tipo de coisa hoje é comigo, mas amanhã é com outra pessoa. Não podemos ter uma polícia política. Assim como quando assumi o governo disse que não podíamos ter uma polícia de classe, de pobres e ricos, a Polícia Federal não pode ser a polícia do PT. Ela tem de servir à sociedade", disse o ex-governador.
Além do ex-governador do Rio de Janeiro, o Ministério Público Federal apresentou denúncia à Justiça Federal contra o deputado estadual Álvaro Lins e mais 14 pessoas. Segundo a denúncia oferecida ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região, o grupo de 16 pessoas usava a estrutura da Polícia Civil do Rio de Janeiro para praticar lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e corrupção. O ex-governador negou a acusação de formação de quadrilha armada. Os advogados de Lins também declararam que ele é inocente.
Na reunião realizada nesta segunda-feira (9), na sede do PMDB no Centro do Rio, o presidente da comissão executiva municipal do partido, deputado Jorge Picciani, leu uma nota em que repudia "a arbitrariedade e a violência da qual a o eles foram vítimas ao tentar vinculá-los a um processo contra policiais do estado".
O Verbo