Um dos únicos momentos em que oposição e governo adotam o mesmo discurso é na defesa das sessões extraordinárias, que são remuneradas. A justificativa são as comissões, que prejudicariam os trabalhos nas sessões ordinárias.
O deputado João Leite (PSDB) afirma que, muitas vezes, as viagens não permitem o retorno a tempo para a votação e, assim, é marcada reunião à noite. "Esses gastos nos preocupam, mas não dá pra abrir mão das comissões", avalia o parlamentar.
O oposicionista Antônio Julio (PMDB) diz que as audiências fora da Assembleia são fundamentais e, por isso, nem sempre é possível realizar reuniões ordinárias. "Mas procuramos comparecer com a maioria".
As convocações extras são praxe em outras assembleias e no Congresso, lembra o editor-executivo do site de política Congresso em Foco, Rudolfo Lago. "O Congresso vem tomando mais cuidado com as extraordinárias, mesmo porque ele é muito vigiado. Se há convocação, e nada é votado, isso é queimar dinheiro público", pontua. (DL)